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TERMINAL RODOVIÁRIO DE JABOTICABAL
DOM JOSÉ VARANI  

Inaugurado em 1983

“ UM EQUIPAMENTO URBANO DE TRANSPORTE, MOBILIDADE, SERVIÇOS E CONVIVÊNCIA.”

O Terminal Rodoviário de Jaboticabal Dom José Varani insere-se na tipologia moderna de estações rodoviárias consolidada nas décadas de 1960 e 1980 no Brasil. Seus principais fundamentos e diretrizes projetuais envolvem:

  • Conceito de Praça Coberta: A arquitetura funciona como uma grande laje de cobertura horizontal que abriga o fluxo de pessoas e veículos, resguardando os usuários das intempéries e criando um grande espaço público de transição e encontro.

  • Estrutura Independente e Modular:O partido prioriza a clareza construtiva com o uso de pilares robustos e uma grande estrutura metálica em treliças, permitindo grandes vãos livres necessários para a circulação, manobra e estacionamento dos ônibus.

  • Integração e Funcionalidade: A distribuição se dá em dois níveis, aproveitando o desnível do terreno para separar fisicamente os fluxos:

Piso Superior: Concentra o acesso de pedestres, bilheterias, comércio, serviços e a praça  de convivência.
Piso Inferior: Destina-se exclusivamente às plataformas de embarque e à operação dos ônibus, conectados de forma inclusiva por rampas e elevador.

PARTIDO

“TERMINAL COMO LUGAR DE ENCONTRO E CONEXÃO”

O projeto parte da requalificação do Terminal Rodoviário Dom José Varani como um equipamento urbano integrado à dinâmica cotidiana de Jaboticabal. A proposta organiza os fluxos de passageiros, moradores e usuários de serviços por meio de um eixo de circulação ativo, no qual comércio, alimentação, serviços públicos e espaços de convivência são incorporados ao percurso do usuário. 
A implantação do Poupatempo atua como elemento de atração e geração de fluxo, ampliando o uso do terminal para além da função de transporte.
O partido se apoia em quatro eixos principais:

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Conectar: integrar terminal, Avenida Carlos Berchieri, Jardim Santa Rita e os fluxos de pedestres e veículos.
Atrair: inserir comércio, alimentação e serviços de uso cotidiano.
Permanecer: criar áreas confortáveis de espera, convivência, alimentação e descanso.
Orientar: organizar os fluxos de passageiros, moradores, funcionários e veículos de maneira intuitiva e segura.

 

CONCEITO AQRQUITETÔNICO

“DA PASSAGEM À PERMANÊNCIA” FLUXO ATIVO

A proposta busca transformar o terminal em um espaço de pertencimento, no qual o deslocamento deixa de ser a única finalidade da arquitetura. Por meio da integração entre transporte, comércio, serviços e convivência, o fluxo de pessoas torna-se elemento estruturador do projeto, criando um terminal mais vivo, acessível, seguro e conectado à comunidade.

DIRETRIZES ARQUITETÔNICAS E VISUAIS

REQUALIFICAR SEM DESCARACTERIZAR

A requalificação do Terminal Rodoviário de Jaboticabal parte de uma premissa fundamental: não haverá alteração da planta, da configuração espacial ou da estrutura funcional existente do edifício. 
A intervenção busca, sobre tudo, valorizar e revitalizar o equipamento existente, utilizando recursos de baixo impacto e alto potencial de transformação visual e funcional. 
Atualmente, o terminal apresenta sinais de desatualização e pouca vitalidade, transmitindo uma imagem de abandono e subutilização. 
Em vez de propor uma reforma estrutural de grande porte, a estratégia é reativar o equipamento a partir daquilo que ele já possui, tornando-o novamente atrativo, funcional e integrado à vida cotidiana da cidade.
A principal ferramenta de transformação será a arquitetura de cores. A grande cobertura treliçada, composta por estrutura e telhas, receberá uma nova identidade por meio do uso do azul-petróleo ou azul-aço, reforçando o conceito de “céu que abriga”. As paredes e pilares em cinza-claro criarão uma base neutra e luminosa, enquanto as esquadrias e luminárias pretas acrescentarão contraste e contemporaneidade.
O paisagismo terá papel essencial nessa transformação. Floreiras, vegetação e áreas de permanência com bancos de madeira ajudarão a humanizar o espaço, trazendo mais conforto, sombra, textura e vida para o ambiente.

O espelho d’água também assume papel importante na composição. além de ser um elemento estético de alto padrão que valoriza a arquitetura imponente do prédio, atua como um micro climatizador natural, ajudando a umedecer e refrescar o ar nos dias mais quentes.
Outro eixo fundamental da proposta é a ativação dos espaços existentes. A requalificação não deve se limitar à pintura e ao paisagismo: é necessário devolver movimento ao terminal. Para isso, propõe-se a reativação das lojas e dos espaços comerciais, estimulando novos usos e serviços que aumentem a circulação de pessoas e contribuam para a segurança e vitalidade do equipamento 

Dentro dessa estratégia, a implantação de um Poupatempo ou de serviços públicos de atendimento ao cidadão pode representar uma importante oportunidade de trazer novos fluxos ao terminal, fazendo com que o edifício deixe de ser utilizado exclusivamente como local de embarque e desembarque e passe a funcionar também como um equipamento de serviço, convivência e apoio à população.

Assim, a proposta se estrutura em três frentes principais:
Valorizar: investir na pintura, nas cores, na iluminação, na recuperação visual e na  valorização da arquitetura existente.
Humanizar: incorporar paisagismo, vegetação, madeira, bancos e a valorização do espelho d’água para tornar o espaço mais agradável e acolhedor.
Ativar: reabrir e estimular as lojas, incorporar novos serviços e buscar a implantação de equipamentos públicos, como o Poupatempo, criando novos fluxos e usos para o terminal.

 

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